segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Ciclone em Fiji deixa 21 mortos e gera temores de crise de saúde


22/02/2016

Ciclone em Fiji deixa 21 mortos e gera temores de crise de saúde

Tempestade arrasou vilarejos remotos e interrompeu as comunicações.
Quatro ainda estão desaparecidas no mar, segundo as autoridades locais.

A ilha de Fiji deu início a um enorme trabalho de limpeza nesta segunda-feira (22) após a passagem de uma das tempestades mais devastadoras já registradas no Hemisfério Sul pela ilha-nação do Oceano Pacífico, que matou 21 pessoas, arrasou vilarejos remotos e interrompeu as comunicações.
Tempestade arrasou vilarejos remotos e interrompeu as comunicações (Foto: Fiji Government/AFP)Tempestade arrasou vilarejos remotos e interrompeu as comunicações (Foto: Fiji Government/AFP)
Agências de socorro alertaram para uma crise de saúde generalizada, particularmente em áreas baixas, onde milhares dos 900 mil habitantes de Fiji moram em barracões de estanho, devido à destruição de lavouras e ao impedimento do acesso a fontes de água potável.
A empresa de notícias Fiji Broadcasting Corp, citando o Escritório Nacional de Gerenciamento de Desastres do país, informou que 21 pessoas morreram e quatro ainda estão desaparecidas no mar.

Quase oito mil pessoas continuam abrigadas em centenas de centros de desabrigados por toda Fiji, para onde se recolheram antes de o ciclone tropical Winston se abater sobre a ilha no final do sábado com ventos de até 325 km/h.
"O saldo de mortes do Ciclone Winston continua a aumentar, e relatos de danos generalizados estão chegando de toda Fiji", disse o ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia, Murray McCully. "Está claro que Fiji está diante de uma grande operação de limpeza e recuperação".
McCully disse que um avião C-130 Hércules da Força de Defesa de seu país irá rumar para a capital de Fiji, Suva, ainda nesta segunda-feira levando suprimentos de ajuda e uma equipe de reação de emergência.
A maioria das baixas ocorreu ao longo da costa oeste e foi causada principalmente pelo impacto de destroços que saíram voando e por afogamentos em áreas costeiras inundadas, disseram as autoridades.

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